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Seu filho ansioso, veja o olhar da psicanalista cristã online

Descubra se a angústia é da criança ou sua projeção materna. Acolhimento bíblico e psicológico para mães. Agende terapia online para mulheres cristãs.

Seu filho está ansioso ou é a sua ansiedade nele?

Eu conheço bem esse aperto no peito. Aquele momento em que você olha para o seu filho, vê ele quieto no canto, talvez roendo as unhas ou dizendo que a barriga dói antes da escola, e o seu coração dispara junto.

Como mãe e psicanalista, já vivi isso dos dois lados da mesa. E é aqui que precisamos ter uma conversa honesta, de mulher para mulher, sem julgamentos, mas com muita verdade.

Vivemos um tempo onde a ansiedade infantil pais cristãos debatem com frequência, mas muitas vezes confundem os sinais.

Será que é o seu pequeno que está sofrendo ou é o seu medo que está vestindo a roupa dele? Jonathan Haidt, no livro A Geração Ansiosa, traz dados alarmantes sobre como a saúde mental das crianças despencou nos últimos anos. Mas, na minha experiência clínica, vejo que antes de olhar apenas para o mundo lá fora, precisamos olhar para o que acontece dentro de casa.

Não é sobre culpar você. Longe disso.

A maternidade já é um terreno fértil para a culpa, e a igreja, às vezes, sem querer, aduba isso. Quero te convidar a respirar fundo agora.

Vamos desenrolar esse novelo juntas?

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Quando o medo é seu ou do seu filho?

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Crianças são esponjas emocionais. Elas não têm filtros desenvolvidos como nós, adultos.

Se você chega em casa tensa, preocupada com as contas ou com o futuro, seu filho absorve essa vibração. Na psicanálise, chamamos isso de identificação projetiva.

Basicamente, você projeta no seu filho aquilo que não consegue lidar em você mesma.

Eu vejo isso todos os dias no consultório. A mãe chega dizendo: “Raquel, meu filho tem medo de tudo”.

Mas, ao conversarmos, percebemos que a mãe tem medo de tudo. Ela teme que ele se machuque no parque, que ele não seja aceito na escola, que ele não tenha um futuro brilhante.

A criança, então, aprende que o mundo é um lugar perigoso. Ela não nasce com esse medo; ela é ensinada a ter.

Isso não significa que seu filho não possa ter transtornos de ansiedade reais.

A química do cérebro é complexa e, às vezes, precisa de intervenção medicamentosa e terapêutica. Mas, na maioria das vezes que atendo, o que vejo é um ciclo de reforço.

Você protege demais porque tem medo. Ele se sente incapaz porque é protegido demais.

E a ansiedade cresce.

É delicado admitir isso. Dói reconhecer que parte do sofrimento do nosso filho é um reflexo do nosso próprio caos interno.

Mas é o primeiro passo para a cura. Como a fé e a terapia podem trabalhar juntas nesse processo de separar o que é seu do que é dele? A fé nos dá a segurança de que não precisamos controlar o incontrolável.

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A armadilha da superproteção cristã

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Foto: Angelina Litvin

Nós, cristãos, temos uma tendência perigosa de querer blindar nossos filhos de qualquer dor. Achamos que, se orarmos o suficiente, nada de ruim vai acontecer.

Mas a Bíblia não nos promete uma vida sem tribulações, promete presença na tribulação. Quando tentamos remover todos os obstáculos do caminho dos nossos filhos, estamos, na verdade, removendo a oportunidade deles desenvolverem resiliência.

A superproteção é uma forma de controle disfarçada de amor. Eu sei que soa duro.

Mas pense comigo: quando você não deixa seu filho resolver uma briga com o colega porque interfere imediatamente, o que você está dizendo a ele? Está dizendo: “Você não é capaz”. E uma criança que não se sente capaz, é uma criança ansiosa.

Muitas mães que atendo vivem a Síndrome da Boazinha dentro de casa.

Querem ser a mãe perfeita, a cristã exemplar, e acabam criando filhos que têm medo de errar. O erro se torna um monstro.

E o medo de errar é o combustível principal da ansiedade.

  • Permita que seu filho sinta frustração. Não corra para consertar tudo.
  • Valide o sentimento, mas não valide o medo irracional. “Eu sei que você está com medo, mas eu estou aqui e você está seguro”.
  • Entenda que a fé não é uma varinha mágica que elimina a psicologia humana.

Deus nos deu a ciência e a psicologia como ferramentas de cuidado. Buscar ajuda profissional não é falta de fé.

Pelo contrário, é um ato de mordomia sobre a vida que Deus te confiou. Ignorar sinais de sofrimento emocional em nome de uma “espiritualidade” rasa pode custar caro lá na frente.

[IMG3: Como a Fé e a Terapia Podem Trabalhar Juntas]

Criando um ambiente seguro sem blindar

Então, como equilibrar? Como ser uma mãe presente sem ser uma mãe sufocante? O segredo está na segurança emocional, não na segurança física extrema.

Seu filho precisa saber que, se ele cair, você estará lá para ajudar a levantar, mas você não vai carregá-lo o tempo todo.

Um ambiente emocionalmente seguro é aquele onde os sentimentos podem ser expressos sem julgamento. Se seu filho diz “eu odeio a escola”, a reação instintiva é corrigir: “Não se fala assim, Deus abençoou sua escola”.

Tente mudar a chave. Pergunte: “O que aconteceu hoje que fez você se sentir assim?”.

Quando você escuta sem julgar, você baixa a guarda da ansiedade dele.

Ele percebe que não precisa esconder o que sente para te agradar ou para não te preocupar. Isso é libertador.

Na minha prática, vejo crianças florescerem quando os pais param de tentar “consertar” a emoção e começam a acolher a pessoa.

Lembre-se do livro Cinco Feridas. Muitas vezes, a ansiedade da criança é um grito de uma ferida de abandono ou de rejeição que ela sente, mesmo que você esteja fisicamente presente.

A presença física não garante a presença emocional. Estar com o celular na mão enquanto seu filho fala não é estar presente.

É preciso intencionalidade.

Desligar as telas. Olhar nos olhos.

Abraçar de verdade. Integrar psicologia e cristianismo na terapia e na educação dos filhos nos mostra que o amor de Deus é seguro, e nosso amor deve refletir essa segurança.

[IMG4: woman in white shirt sitting on grass field during daytime]

A cura começa no espelho dos pais

Como a Fé e a Terapia Podem Trabalhar Juntas
Como a Fé e a Terapia Podem Trabalhar Juntas

Se você chegou até aqui e sentiu um nó na garganta, fique tranquila. Esse incômodo é bom.

Significa que você está pronta para mudar a dinâmica. A melhor terapia para a ansiedade do seu filho, muitas vezes, é a terapia dos pais.

Quando você cuida da sua criança interior, quando você trata suas próprias feridas de rejeição e abandono, você para de pedir que seu filho cure as suas dores.

Você para de cobrar dele um desempenho que acalme a sua ansiedade. Você se torna um porto seguro, e não mais uma fonte de tempestade.

Eu costumo dizer que somos como Ester em meio ao caos. Elegantes, delicadas, mas ferozes quando precisamos proteger o que é nosso.

E proteger, às vezes, significa ter a coragem de dizer “eu preciso de ajuda”. Significa ler um livro como A Criança Interior e fazer o trabalho sujo de limpar o próprio quintal emocional.

Não existe pai ou mãe perfeito.

Existe o pai e a mãe suficientes. Aqueles que erram, pedem desculpas e tentam de novo.

Seu filho não precisa de uma mãe sem ansiedade. Ele precisa de uma mãe que sabe lidar com a ansiedade dele e com a dela própria.

“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” (Provérbios 22:6). Esse caminho inclui ensinar a lidar com as emoções, com os medos e com a fé real, que sustenta nos dias difíceis.

Se você sente que a ansiedade está dominando sua casa, saiba que há saída. Não precisa carregar esse peso sozinha.

A terapia é um espaço de graça, onde você pode ser vulnerável e encontrar ferramentas para construir uma família mais saudável e feliz.

[IMG5: Como Lidar com Meu Marido Sanguíneo e Sua Inconstância]

Muitas vezes, a dinâmica do casal também influencia a ansiedade dos filhos. Se há tensão no casamento, a criança sente.

Trabalhar o relacionamento conjugal é também uma forma de cuidar da saúde mental da prole. Como lidar com as diferenças no casamento pode trazer paz para o lar, e essa paz é o melhor remédio para a ansiedade infantil.

Que você possa encontrar paz hoje. Não a paz que o mundo dá, que depende de tudo estar perfeito. Mas a paz que excede todo o entendimento, que guarda o seu coração e o do seu filho, mesmo em meio às incertezas.

[IMG6: a person walking on a beach]

Perguntas frequentes

1
Como saber se a ansiedade é do meu filho ou se estou projetando a minha nele?

Na minha prática clínica em Gaspar e online, percebo que a ansiedade infantil pais cristaos muitas vezes espelha o que vivemos em casa sem perceber durante a rotina cansativa e cheia de expectativas sobre o futuro dos nossos filhos. Observar suas próprias reações antes de julgar o comportamento da criança é o primeiro passo para distinguir as origens do medo que assombra a família inteira e gera conflitos desnecessários no lar. Cada família tem um ritmo único que precisa ser respeitado nesse processo de autoconhecimento e verdade interior sobre nossas emoções mais profundas e não ditas.

2
Procurar terapia significa que minha fé não é suficiente para curar meu filho?

Buscar ajuda profissional não contradiz a fé, pois Deus também usa a ciência e o conhecimento humano para nos cuidar e restaurar integralmente como seres humanos criados à Sua imagem. Como psicanalista cristã, afirmo que tratar a mente é uma forma de mordomia sobre a vida que recebemos do Senhor para gerir com sabedoria e amor dentro do nosso contexto. A oração e a terapia caminham juntas nesse processo de cura emocional e espiritual sem competir entre si ou diminuir o poder de Deus na vida da criança.

3
Devo parar de orar pelo meu filho enquanto ele faz acompanhamento psicológico?

Unir espiritualidade e tratamento técnico traz resultados mais consistentes para a dinâmica familiar no dia a dia corrido e cheio de desafios que enfrentamos como pais modernos. Eu oriento meus pacientes a manterem a vida de oração enquanto trabalhamos as causas emocionais na sessão semanal com profundidade e escuta ativa especializada. A fé sustenta, mas a compreensão psicológica organiza a casa interior de forma prática e duradoura para todos os membros da família que buscam paz.

4
O atendimento online funciona tão bem quanto o presencial para crianças e pais?

Atendo famílias de Gaspar e do exterior com a mesma qualidade e cuidado que teria no consultório físico tradicional aqui na região de Santa Catarina. O setting online permite que a criança se sinta segura no próprio ambiente durante o atendimento especializado sem o desgaste do deslocamento longo e estressante. A conexão humana acontece independentemente da tela quando há escuta qualificada e compromisso com a verdade do outro e da relação terapêutica estabelecida.

Sobre a autora

Raquel Santos é psicanálise cristã (CBPC 2022-757), atende online no Brasil e exterior. Se você precisa de um espaço seguro para falar sobre o que sente, agende sua sessão diagnóstico gratuita.

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Raquel Santos — Conexões significativas entre as pessoas e suas próprias mentes

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