Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Precisa Agradar Todo Mundo? Terapia Cristã Online Pode Ajudar

Síndrome da boazinha cristã tem nome e tem solução. Entenda o que sente e dê o primeiro passo com uma psicanalista cristã online.

Você sente que precisa agradar todo mundo? Isso tem nome

Se você está lendo isso agora, existe uma chance grande de que você seja a pessoa que nunca diz não. A que resolve o problema dos outros antes de resolver o seu.

A que sorri quando está arrasada por dentro. Eu conheço essa pessoa.

Ela aparece no meu consultório com frequência. E existe um nome para o que ela vive: a síndrome da boazinha cristã.

Não estou inventando esse termo.

A psicóloga americana Harriet Braiker escreveu um livro inteiro sobre isso. E quando eu li pela primeira vez, fiquei pensando em quantas mulheres que eu atendo poderiam ter escrito aquelas páginas.

Mas antes de qualquer coisa, preciso te dizer uma coisa importante: não tem nada de errado com você. Você não é fraca.

Você não é ingênua. Você aprendeu, desde criança, que ser amada dependia de ser útil.

E isso deixou marcas.

medo do futuro

O que a síndrome da boazinha cristã realmente é

medo do futuro
medo do futuro

Harriet Braiker chamou de “disease to please” o padrão compulsivo de buscar aprovação. Não é gentileza.

Não é generosidade. É uma necessidade que dói quando não é correspondida.

A pessoa com esse padrão sente ansiedade quando alguém fica desapontado com ela. Pede desculpas por coisas que não são sua culpa. Sente que o conflito é sempre perigoso. Coloca as necessidades dos outros na frente das suas de forma automática, sem perceber.

Existe uma lista de comportamentos que aparecem com frequência:

  • Dificuldade enorme de dizer não, mesmo quando está esgotada
  • Medo de desapontar alguém, mesmo que isso custe muito caro
  • Sentir que seu valor depende do quanto você faz pelos outros
  • Sensação de que você precisa ganhar o amor, não apenas receber
  • Raiva reprimida que aparece de outras formas, como choro, dor física ou irritação
  • Vergonha quando coloca algum limite

Você se reconhece em algum desses pontos? Na minha experiência clínica, quase nenhuma mulher que vive isso percebe o sofrimento porque parece normal. Afinal, cuidar dos outros é uma virtude, não é?

Aí é onde a fé entra na história de um jeito muito delicado.

Como a cultura cristã pode reforçar esse padrão

a person sitting on a bench
Foto: Guick

Eu preciso falar disso com muito cuidado, porque amo a fé que tenho. E exatamente por isso me importa falar a verdade.

Muitas de nós crescemos ouvindo que a mulher cristã é serva. Que abnegação é virtude.

Que reclamar é pecado. Que colocar limites é egoísmo.

E aí o que acontece? A teologia vira justificativa para o adoecimento.

A síndrome da boazinha cristã tem uma camada extra de dificuldade: a culpa teológica. Quando você tenta dizer não, ouve uma vozinha que pergunta “mas e o amor ao próximo?”.

Quando você coloca um limite, alguém diz que você está sendo orgulhosa. Quando você pede ajuda, parece que sua fé é fraca.

“Servir por amor é uma escolha que fortalece. Servir por medo de rejeição é uma prisão que esgota.

A diferença não está no que você faz, mas em por que você faz.”

Jesus lavou os pés dos discípulos. Mas ele também disse não.

Ele se retirava para orar. Ele estabelecia limites.

Ele decepcionou expectativas de muita gente. A leitura seletiva da Bíblia que só ensina submissão sem ensinar identidade cria mulheres quebradas que acreditam que estar bem não é permitido.

a person sitting on a bench

Servir por amor é diferente de servir por medo

Essa é a distinção mais importante que eu faço na terapia com mulheres cristãs.

E às vezes ela muda completamente a forma como a pessoa enxerga a própria vida.

Servir por amor tem leveza. Tem escolha.

Você ajuda porque quer, porque faz sentido, porque há energia disponível. E quando não há, você consegue dizer isso sem se sentir uma pessoa terrível.

Servir por medo é diferente.

É pesado. É automático.

Você diz sim antes mesmo de pensar se quer ou pode. Você ajuda com um nó no estômago.

E depois sente ressentimento, ainda que não confesse para ninguém, nem para si mesma.

Pesquisas de saúde mental no Brasil mostram que mais de 86% das mulheres relatam sintomas de ansiedade com frequência. Eu não acredito que seja coincidência.

Uma cultura que ensina a mulher a sempre estar disponível para os outros, sem jamais estar disponível para si mesma, cria esse adoecimento silencioso.

A ansiedade não é falta de fé. Na maioria das vezes, ela é o corpo gritando o que a boca aprendeu a calar.

terapia online

Por onde começa a mudança?

terapia online
terapia online

Eu não vou te prometer uma fórmula de cinco passos.

Isso seria desonesto da minha parte.

O que eu posso te dizer é que a mudança começa com uma coisa muito simples e muito difícil ao mesmo tempo: nomear o que está acontecendo. Dar nome à dor já é um ato de cura.

É exatamente o que você está fazendo agora, ao ler esse texto.

Depois disso, começa o trabalho de entender de onde esse padrão veio. Quase sempre existe uma ferida mais antiga por baixo.

A criança que aprendeu que o amor é condicional. A menina que descobriu que ser “difícil” tinha um custo alto demais.

Esse trabalho se faz em terapia, com segurança, sem pressa.

Na psicanálise, a gente não arranca a planta pela raiz. A gente entende o solo.

E quando você entende por que virou quem se tornou, você começa a ter escolha sobre quem quer ser.

a couple of birds that are standing in the grass

Se esse tema ressoou em você, eu te convido a ir um pouco mais fundo. O livro Síndrome da Boazinha, da Harriet Braiker, é um bom ponto de partida para entender o padrão de fora.

Mas a transformação de verdade acontece quando você decide olhar para dentro, com apoio.

Eu atendo 100% online, de Gaspar para todo o Brasil e exterior. Sou psicanalista cristã, e uni essas duas coisas não porque é uma estratégia bacana de nicho.

Mas porque eu mesma precisei entender que a minha fé e a minha saúde mental não eram inimigas. Esse caminho me transformou.

E é o caminho que ofereço para quem me procura.

Buscar ajuda profissional não é sinal de que você abandonou Deus. Às vezes é sinal de que você finalmente parou de fugir de si mesma.

terapeuta online

Você não precisa continuar sendo a que nunca pede nada.

Você pode aprender a ser gentil com os outros sem se trair no processo. Isso é possível. Eu vi acontecer.

E posso te acompanhar nesse caminho.

Perguntas frequentes

1
Síndrome da boazinha cristã tem cura?

Tem, sim. Na minha experiência clínica, o que mais ajuda não é força de vontade, mas entender de onde veio esse padrão. A psicanálise trabalha exatamente isso: a origem, não só o sintoma.

2
Será que é pecado colocar limite nas pessoas?

Essa é a pergunta que eu mais ouço. A fé não pede que você se anule. Jesus mesmo disse não a muita coisa, e isso não o tornou menos amoroso.

3
Como saber se eu tenho síndrome da boazinha cristã ou se sou só uma pessoa generosa?

Generosidade não dói. Quando você ajuda e sente alívio, é generosidade. Quando você ajuda com medo do que acontece se disser não, aí a gente precisa conversar.

4
Psicólogo ou psicanalista cristão atende online mesmo?

Atendo 100% online, de Gaspar até clientes fora do Brasil. O que eu vejo aqui na região é muita gente que esperou anos para buscar ajuda porque achava que fé e terapia não combinam. Combinam, e muito bem.

Sobre a autora

Raquel Santos é psicanálise cristã (CBPC 2022-757), atende online no Brasil e exterior. Se você precisa de um espaço seguro para falar sobre o que sente, agende sua sessão diagnóstico gratuita.

undefined

Raquel Santos — Conexões significativas entre as pessoas e suas próprias mentes

Veja Mais

Post semelhantes